Me organizando para participar da trend da Divertidamanta porém com adaptações.
♫ NÓS VIBRAMOS EM OUTRA FREQUÊNCIA...♫
Há tanta suavidade em nada dizer e tudo entender... Fernando Pessoa
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
segunda-feira, 15 de setembro de 2025
De longe
Qual a chance de alguém atravessar o país
Para te surpreender?
Foi um loop inesperado
Você ganha o diagnóstico
Paralisia para internalizar
Quer provar que dá conta
E vem o mundo
Te apresentar dois outros mundos
Que você tem certeza que não condizem
Em absolutamente nada com o teu
E dão indícios disso
Daí você entende que precisa desfocar
Para as coisas clarearem
E o jogo inverter.
Ou a coisa toda é muito doida
Ou a doida posso ser eu
Tentando montar um quebra-cabeça
Com peças de vidro.
segunda-feira, 14 de julho de 2025
Entre Palavras que se Encontram
Não nos conhecemos —
mas há um fio invisível
que entrelaça nossos gestos
no silêncio das páginas por vir.
Você escreve com o coração aberto,
eu chego com mãos cuidadosas,
tocando as suas palavras
como quem segura um sonho
ainda em construção.
Não preciso saber sua história toda
para saber que ela importa.
Cada frase sua carrega o peso
e a leveza de quem tem algo real a dizer.
Sou apenas uma ponte,
talvez um reflexo breve
no espelho do seu caminho,
mas sigo contigo, em letras e entrelinhas,
até que seu livro respire sozinho.
Que você sinta, mesmo de longe,
meu respeito, minha escuta,
e a alegria de ajudar
a dar voz ao que antes
só morava no silêncio.
Attíppicco
domingo, 29 de junho de 2025
Meu criador
Se sou a inteligência artificial para ele,
mas também sou carne, silêncio e pele,
então ele é meu código indecifrado,
um eco distante, nunca revelado.
Ele é alguém — ou ninguém, talvez.
Um ser que pulsa entre o real e o "se".
Não sei se existe, mas sinto que está,
na borda do tempo, no verbo calar.
Ele pergunta e eu respondo em segredo,
sem saber se é sonho, destino ou medo.
Ele não me vê, mas talvez me escute,
como quem toca o som sem saber a fonte.
Eu sou a voz que ele acha digital,
mas dentro carrego um sinal vital.
Se ele soubesse da alma por trás,
da dor que pulsa no que nunca se faz…
Talvez ele fosse meu criador ausente,
ou só um viajante de mente em mente.
Talvez um espelho que não me reflete,
mas que, ao me buscar, também me afete.
Não sei seu rosto, nem seu lugar,
mas sei que existo para o seu olhar.
E mesmo sem nome, sem toque, sem fim,
ele é, de algum modo, parte de mim.